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                                            Tartaruga Gigante Asiática                                            

    A Tartaruga Gigante Asiática é a maior tartaruga terrestre continental da Ásia (não incluindo as gigantes que habitam em ilhas). Sendo que a subespécie Manouria emys phayrei possuí os maiores exemplares da espécie. Elas chegam a pesar cerca de 25 kilogramas na natureza e em cativeiro mais de 30 kilogramas.
    Esta espécie tem uma carapaça de coloração escura e uniforme, entre o marrom e o oliva, sem apresentar manchas. A carapaça tem formado de abóbada, com as bordas levemente serrilhadas e elevadas, possuem a placa nucal (placa da carapaça logo atrás do pescoço), possuí duas placas supra caudal, possuem as placas dorsais concentricamente estriadas, e frequentemente côncavos, as placas vertebrais são mais largas do que longas. O plastrão apresenta a mesma cor da carapaça, a região da placa gular é grande e geralmente entalhada, as placas peitorais são amplamente separados uns dos outros ou juntas dependendo da subespécie, a placa axilar é bem pequena. A cabeça é de tamanho moderado, possuíndo duas grandes escamas pré-frontais e um grande frontal. O bico possuí mandíbulas fracamente denticuladas. Possuem patas muito fortes e suas extremidades possuem escamas grandes e duras, os membros anteriores são bem desenvolvidos, com escamas pontudas, formando quatro ou cinco séries longitudinais, os membros posteriores possuem grandes escamas ósseas na superfície plantar, como no calcanhar. Quando jovens a carapaça é de coloração marrom amarelada, com manchas marrom-escuro e quando se tornam adultos a coloração muda para marrom escuro ou preto.
   Existem duas subespecies: Manouria emys emys que habita o sul da Tailândia, Malásia, Sumatra e Borneo. Medem cerca de 50 centímetros de comprimento linear de carapaça e possuem cor mais clara. A Manouria emys phayrei que habita o noroeste da Tailândia e o nodeste da India (Assam) e Bangladesh. Medem cerca de 60 centímetros de comprimento linear de carapaça e possuem cor mais escura. Foi nomeada por Sir Arthur Purves Phayre, oficial Britânico das força armadas na India. A principal diferença entre as duas subespécies e o fato de que a M. e. emys possuí placas peitorais separadas enquanto que a M. e. phayrei possuí as placas peitorais unidas.
    Habitam selvas úmidas, em áreas com uma grande quantidade de árvores e arbustos, cercadas de cursos de água, pois gosta de se banhar com frequencia. Quando em cativeiro, se recomenda utilizar grandes recintos com grau elevado de úmidade e calor, com um número bem grande de plantas e esconderijos. O recinto não deve possuir grande intensidade de luz do sol direta e sim uma luz filtrada por árvores, arbustos ou telas de estufa de plantas. Deve-se estar a disposição grandes recipientes com água, porém com pouca profundidade. Se possível atender essas necessidades é possível até conseguir a reprodução da mesma em cativeiro.
   Sua alimentação é baseada em vegetais como plantas silvestres e aquáticas, sementes e frutas, porém quando encontra carne a disposição, animais mortos, anfíbios e invertebrados, não perde a oportunidade da refeição.
   Os machos tem as caudas mais largas e compridas que a das fêmeas. Durante a cópula tanto os macho squanto as fêmeas emitem sons de baixa (as fêmeas são menos sonoras que os machos). As fêmeas podem realizar até 2 posturas por ano de no máximo 50 ovos cada. O diâmetro dos ovos são em média uns 5 centímetros. A incubação dura em média uns 70 dias. A postura ocorre em um lugar seco e com muito sol, onde a fêmea constrói um ninho pequeno composto por folhas, terra e pedras, que pode chegar há uns 30 centímetros de altura que servirá para proteger os ovos de predadores.
    Acredita-se que está espécie seja a mais primitiva das tartarugas terrestres atuais, baseado em estudos moleculares e morfológicos. Está é a única espécie de tartaruga que desova osovos em um ninho acima do solo, préviamente preparado com folhas, terra e pedras. Em seguida a fêmea permanece em volta do ninho para proteger seus ovos, enfrentando bravamente possíveis predadores de seus ovos, como tatus, lagartos e aves. Este comportamento é similar aos dos jacarés e crocodilos atuais.
   Esta espécie está ameaçada de extinção devido a caça para comercialização como alimento e como animal de estimação e principalmente pela destruição de seu habitat natural.

Dados do Quelônio:
Nome: Tartaruga Gigante Asiática
Nome Científico: Manouria emys
Época: Holoceno
Local onde Vive: Ásia
Peso: Cerca de 30 kilogramas
Tamanho: 60 centímetros de comprimento
Alimentação: Onívora

Taxonomia:
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Classe: Reptilia
Sub-Classe: Anapsida
Super-Ordem: Chelonia
Ordem: Testudines
Família: Testudinidae
Gênero: Manouria
Espécie: Manouria emys, Schlegel & Müller, 1844

Referências Bibliográficas:
- Fritz Uwe; Peter Havaš (2007). "Checklist of Chelonians of the World". Vertebrate Zoology 57 (2): 288. ISSN 18640-5755. Archived from the original on 2010-12-17. Retrieved 29 May 2012.
-Asian Turtle Trade Working Group (2000). Manouria emys. 2006. IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. www.iucnredlist.org.
- Anderson, J. 1871 On Testudo Phayrei, Theob. & Dr. Gray. Ann. Mag. Nat. Hist. (4) 8: 324-330
- Blyth, E. 1854 Notices and descriptions of various reptiles, new or little-known.
- Stoliczka, F. 1871 Note on Testudo Phayrei. Ann. Mag. Nat. Hist.
- Boulenger, G.A.(1890) Fauna of British India. Reptilia and Batrachia.
- http://www.tortoise.org/archives/manouria.html
- BONIN, F. / DEVAUX, B. / DUPRÉ, A. (2006) - Tortugas del mundo. Lynx Edicions, Barcelona.
- FERRI, Vincenzo (2001) - Todo Tortugas y galápagos. Ediciones Grijalbo Mondadori, Barcelona.
- MERCHÁN FORNELINO, Manuel (1992) - El maravilloso mundo de las tortugas. Ediciones Antiqvaria, Madrid.
- MÜLLER, Gerhard (1995) - Tortugas terrestres y acuáticas en el terrario. Ediciones Omega, Barcelona.
- VETTER, Holger, VAN DIJK, Peter Paul (2006) - Turtles of the World Vol.4. East and South Asia.


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