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Tartaruga do Chaco


   A Tartaruga do Chaco é uma tartaruga de tamanho médio que atinge aproximadamente 20 centímetros de comprimento, porém já foram encontradas espécimes maiores que chegaram a 23 centímetros. Seu nome se deve devido as regiões onde habita, desde o Chaco da Argentina e Paraguai, que se estende até o leste da Bolívia. O nome científico chelonoidis chilensis é errôneo, pois eles não são achados no Chile. Um fato interessante é que enquanto eles são as menores tartarugas do gênero chelonoidis, eles também são os parentes vivos mais próximos das Tartarugas Gigantes de Galápagos, determinado através de análises de DNA. O tamanho pequeno da Tartaruga Chaco favorece a teoria do transporte por balsa que é o método mais aceito para a colonização das Ilhas de Galápagos. O habitat natural seco, rochoso e as preferências dietéticas da Tartaruga do Chaco também é muito mais semelhante ao das Tartarugas Gigantes de Galápagos do que qualquer um dos outros dois chelonoidis Sul-americanos (C. carbonaria e C. denticulata).

   A forma mais comum de acomodação para as Tartarugas do Chaco de tamanho pequenas ou médias consiste em construir um Terrário de Tartaruga em recinto fechado. Um habitat de tamanho razoável para um filhote é de 60 centímetros por 90 centímetros, e conforme o animal cresce o tamanho do habitat deve ser aumentado. Para um adulto a acomodação em recinto fechado deve ser de pelo menos 120 centímetros por 120 centímetros. No fundo do Terrário podem ser colocados substratos como por exemplo serragens próprias ou simplesmente terra e areia, os quais podem ser cortados buracos para permitir o afundamento de comida, água e recipientes para servir de abrigos ou tocas, pois os animais desta espécie adoram pequenos abrigos.

   A área de água do habitat deve ser grande o bastante para permitir que a tartaruga possa entrar dentro para se banhar caso deseje e também deve ser raso o suficiente para proteger o animal de se afogar. Porém as Tartarugas do Chaco são muito sensíveis a umidade em excesso e o substrato deve proteger contra isto sendo bem seco. Qualquer alimento deteriorado ou substrato muito úmido deverá ser removido. Pois a alta umidade e a friagem podem causar problemas respirátórios.

   No caso do terrário interno é necessário instalar em um canto do ambiente uma lâmpada fluorescente para promover radiações UVB e suprir a necessidade de luz solar, instalações de aquecimento artificiais também são necessárias, pois os filhotes pequenos são bem delicados. Uma fonte de UVB é necessária para que os animais possam sintetizar a Vitamina D3 que é necessária para o metabolismo de cálcio.
   No caso de terrários externos deve se ter muito cuidado com predadores (Cães, gatos,etc) e no caso de animais muito pequenos (também cobras, sapos e até outras tartarugas maiores), porém os habitats ao ar livre oferecem muitas vantagens sobre acomodações em recinto fechado e deveriam ser considerados seriamente como a melhor opção durante tempo morno. Como estas tartarugas cavam muito bem, o terrário deverá possuir cercas que se estendam para baixo da terra (5 a 10 centímetros dependendo do tamanho dos animais). Se o terrário é mantido em áreas de chuva, um local deve ser feito para assegurar que grande parte do ambiente não seja molhado demais.
   Estas espécie possuí propensão para a formação de pirâmides na carapaça, no qual as placas que formam a carapaça tentem a crescer para cima provocando assim imperfeições ósseas, para evitá-las recintos em locais abertos são aconselhados e também uma dieta rica em fibras e pobre em proteínas, com bastante cálcio assegurando assim uma boa função digestiva e crescimento saudável. Essa má formação da carapaça provoca a formação de uma estrutura óssea defeituosa que impossibilita o animal de caminhar normalmente e em casos extremos a se arrastar somente com as patas da frente. Para animais pequenos devem ser evitados verduras de supermercado ou os quais suspeite de grande presença de agrotóxicos. A alimentação deve ser bem balanceada, sendo composta de 15% de verduras ( como couve, espinafre, alface,etc),10% de frutas (como manga, melão, melancia, morango, uva, figo, banana, etc ) e 75% de ervas (como dente de leão, alfafa, gerânios, rosas, etc).

   Como a suplementação de cálcio adicional é essencial, este deve ser borrifado em todas as comidas, dando preferência para suplementos que já possuam vitamina D3 caso o animal esteja em locais fechados sem acesso a luz solar. Também é aconselhável a utilização de complementos alimentares que possuam várias vitaminas e complexos minerais. Alimentos duros como rações são muito boas para a mutrição bem como para manter o crescimento do "bico córneo" (parte superior da mandíbula) normal. Pois na natureza elas costumam se alimentar de vegetais duros e a retirar minerais do solo, necessitando assim de um grande crescimento dos bicos. Em casos de intervenção cirúrgica para redução do bico córneo, deve-se ter grande cuidado com infecções posteriores a operação, pois existem diversos relatos em que essa redução levou a animal a morte por infecção bacteriana, um cuidado recomendado é a adição de antibióticos ao animal durante 5 dias antes da operação.

   As Tartarugas do Chaco são extremamente suscetíveis a doença, sendo aconselhável não misturá-las com outras espécies de tartarugas, apenas com outras espécies sul americanas como os Jabutis tinga e piranga.
   A retenção de ovos nessa espécie também é comum e a principal característica que leva a tal anomalia, é originária no desenvolvimento irregular da carapaça e dos ossos, os quais impedem o desenvolvimento de condições e espaços apropriados no oviduto para que a desova ocorra normalmente. Em muitos casos a intervenção cirúrgica se faz necessária para efetuar a retirada dos ovos retidos.

   Na natureza é comum a ocorrência de hibernação nesta espécie, porém em cativeiro a temperaturas superiores a 15°C não é comum essa ocorrência.
   São conhecidas 3 subespécies distribuídas conforme o mapa abaixo:

   A Chelonoidis chilensis chilensis

   A Chelonoidis chilensis donosobarrosi

   A Chelonoidis chilensis petersi

   O dimorfismo sexual nesta espécie é bem difícil, porém os machos possuem o plastrão levemente côncavo, porém a curvatura é de difícil diferenciação. Os machos possuem as duas primeiras placas do plastrão, logo abaixo do pescoço, mais grossas e arredondadas, que auxiliam no combate entre machos em disputas.
   A reprodução tem início em novembro a dezembro e a postura de ovos ocorre entre janeiro a março, em geral ocorrem duas posturas, com a desova variando de 1 a 6 ovos por postura. A incubação é bastante lenta e dependendo da temperatura, pode variar de 125 a 450 dias.

Dados do Quelônio:
Nome: Tartaruga do Chaco, Jabuti argentino ou Tortuga del Chaco
Nome Científico: Chelonoidis chilensis
Local de origem: América do Sul
Peso: Cerca de 4 quilos
Tamanho: 23 centímetros de comprimento
Alimentação: Onívora


Classificação Científica:
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Chelonia
Subordem Cryptodira
Família Testudinidae
Gênero: Chelonoidis
Espécie: Chelonoidis chilensis, (Gray 1870)

Referências:
- Cabrera, M. R. 1998 Las tortugas continentales de Sudamérica. Edición del autor. 108 pág.
- Chébez, J.C. (2008): Los que se van. Fauna argentina amenazada.320 pp., Ed.Albatros, Buenos Aires, Argentina.



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